Hoje acordei com uma idéia fixa — organizar um Encontro Pernambucano de Software Livre. Quebrei a cara: já existe um Encontro desses.
Agora a idéia se mutacionou e vou juntar um grupo e organizar um Encontro de Biblioteconomia e Software Livre.
Hoje acordei com uma idéia fixa — organizar um Encontro Pernambucano de Software Livre. Quebrei a cara: já existe um Encontro desses.
Agora a idéia se mutacionou e vou juntar um grupo e organizar um Encontro de Biblioteconomia e Software Livre.
Já tinha até me esquecido desde site quando, procurando algumas coisas de Biblioteconomia, o Google me retornou seu endereço:
http://www.sobresites.com/biblioteconomia/
Vale a pena dar uma olhada no conteúdo.
Qualquer bibliotecário ou estagiário da área, que tenha tido contato com a realidade das bibliotecas públicas de municípios de poucos recursos (ou vontade política), sabe como é difícil manter uma biblioteca num sistema manual de controle de acervo e usuários. Informações são perdidas facilmente, não há maneiras de efetuar bibliometrias precisas, há perda de livros… enfim, um caos quase impossível de se sustentar por muito tempo.
Já vai longe o tempo onde comprar computadores para uma biblioteca poderia ser considerado algo dispendioso para uma prefeitura de qualquer município — mesmo no Nordeste, onde os problemas se acumulam há centenas de anos. Mesmo numa situação desanimadora, computadores de baixa capacidade poderiam servir de apoio ao processo de controle e empréstimo do acervo, bastando apenas ao bibliotecário “fazer valer” a necessidade da biblioteca em possuir ao menos um computador.
Mas só o computador não resolve por completo os problemas do sistema de informação da biblioteca. É preciso que o bibliotecário se utilize de programas específicos para o controle bibliotecário — ou, pelo menos, construa uma base de dados com todas as informações necessárias para isso, outra coisa que, sejamos sinceros, nem todos os bibliotecários são capazes.
Apesar de entender que a personalização muitas vezes é uma necessidade informacional, sou mais favorável ao pensamento “para quê reinventar a roda?” ou, ainda, para quê fazer algo que alguém já fez? É aí que entra o Estante 0.1.
O Estante 0.1 pode ser encontrado em http://estante.codigolivre.org.br (EDITADO: o site não parece mais existir) e é de código-fonte aberto. Isto significa que o usuário pode alterá-lo para atender melhor os seus propósitos, e até mesmo liberá-lo para que outros usem-no com as suas modificações — desde que com a mesma licença, a Licença Pública Geral GNU.
O Centro Academico de Engenharia Civil da UEG usa o Estante; vale a pena dar uma olhada para ver como fica; é só seguir o link.
A instalação não é complicada para quem domina o Apache 2 (ou, pelo menos, sabe como mexer satisfatoriamente nele). Para quem não entende nada de Apache 2, o bom mesmo é seguir o tutorial no Casa Brasil Note que é (quase) o mesmo texto que se encontra no site e num arquivo do pacote de software.
Um dos pontos positivos que encontro no Estante é sua interface limpa e intuitiva — depois de instalado e acessado, é como se o usuário já conhecesse o sistema por completo.
Alguns elementos bibliométricos (como o relatório de status da biblioteca) atendem bem à sua função, permitindo ao bibliotecário examinar as demandas de seu acervo e responder à elas eficientemente.
Faz falta um módulo de cobrança de multas, bastante comum em sistemas menos amigáveis como este, e que realmente é um método eficaz de combater a evasão de livros – um nome bonito pra roubo.
Como o Estante também é voltado exclusivamente para livros, fica difícil para uma biblioteca sortuda que possua algum acervo multimídia catalogá-lo com o sistema. Quem sabe numa versão 0.2?
Num ambiente onde há apenas um computador, onde um bibliotecário possa instalar um sistema LAMP sem maiores atropelos, o Estante servirá de interface apenas entre o bibliotecário e o acervo catalogado e o sistema de usuários. Com mais, computadores clientes poderiam ser utilizados pelos usuários para acessar o acervo na consulta de material da biblioteca, desafogando o fluxo de trabalho do pobre bibliotecário.
O Estante é um programa capaz de atender as demandas de bibliotecas de pequeno e mesmo de médio porte, e possivelmente com algum gargalo ao lidar com bibliotecas de grande monta de livros. Com um pouco de sorte, o veremos em muitas bibliotecas, possivelmente operando em computadores que de outra maneira seriam sucata tombada.