Arquivo para Fevereiro, 2008

Benefícios da Biblioteca do Maryland ao Mudar Para o Linux

O GNOME Journal publicou em dezembro uma entrevista com a Chefe de Tecnologia da Informação Amy de Groff da Biblioteca do Condado de Howard, sobre a mudança para o GNU/Linux e a adoção do Groovix, uma distribuição baseada no Ubuntu.

O texto está em inglês. Se eu tiver pelo menos um comentário a respeito deste artigo, pode ser que eu o traduza :D

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E por falar em fomento a encontros…

Você, visitante deste humilde blog, já se pré-inscreveu para o II Encontro de Software Livre de Pernambuco?

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Cibertecário: O que é, o que come, se pode ser criado em cativeiro…

Piadas à parte, este artigo foi motivado pela procura, no Google, ao termo cibertecário — que modestamente retornou deste humilde blog meu primeiro post, muito vago por sinal (madrugada do dia primeiro, queriam o quê?).

Resolvi então fazer a lição de casa e explicar melhor o que é um cibertecário.

Cibertecário ou ciberteconomista, resumidamente, é qualquer bibliotecário que utilize e incentive o uso de tecnologias em linha nos diversos serviços oferecidos por sua unidade de informação — compra, catalogação, tombamento, consulta, empréstimo, devolução, etc. Faz parte de um renascimento de termos para o profissional da informação, como gestor da informação, por exemplo.

O cibertecário, por definição, é alguem que gosta de tecnologia — não precisa ser, necessariamente, um geek ou nerd — e observa clinicamente como essa tecnologia pode ser utilizada para benefício do público usuário. Um cibertecário que não sabe mexer num computador não é um cibertecário, é um bibliotecário averso à computadores. E o cibertecário sabe que, depois de implantada, a tecnologia deve ser constantemente testada e substituída quando provar-se não ser mais capaz de prover suporte ao público usuário — o cibertecário não deixa como está, ele propõe e altera o modelo tecnológico implantado na unidade de informação sob seu comando.

Não há cursos ou especializações que dão ao cibertecário seu título — ele mesmo se dá esse título, e faz por merecê-lo ao desenvolver propostas de inclusão tecnológica na sua biblioteca. Promover e fomentar encontros ou fóruns sobre tecnologia aplicada à biblioteconomia é uma de suas várias atribuições enquanto representante dessa mudança de modelo de biblioteca com paredes e estantes e livros. Ensinar os usuários como utilizar as novas tecnologias também, promovendo mini-treinamentos entre eles. Desenvolver soluções, quando capacitado para tanto, utilizando linguagens de programação, documentar e incentivar o uso de bons softwares de automação bibliotecária.

Ele não precisa ser pró-software livre ou pró-software proprietário; preza pelo suporte que o software dá ao seu programa de automação, independente de seu modelo de desenvolvimento – mas quando conhece as alternativas livres e comunitárias, não costuma pensar duas vezes para adotá-las nas bibliotecas que tem mando e voz.

Enfim, o cibertecário é uma resposta natural ao processo de acúmulo de informação e a necessidade de disseminá-la. Quando os atuais sistemas de bases de informação não mais suportarem a demanda por informação, serão os cibertecários a definir seu substituto e implementá-lo. Porque é isso que fazemos, estando na vanguarda da aplicação tecnológica na Biblioteconomia.

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II Encontro de Software Livre de Pernambuco

II ESLPE

Mês passado falei sobre este encontro, não foi? Pois é, as inscrições já começaram! Faça logo a sua!

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Prefeito de SP fecha quatro bibliotecas. E nem dá pra chamar de FDP.

“Kassab fecha quatro bibliotecas em São Paulo” diz esta matéria da Folha. Canalha, verme, maldito, membro das conspirações das elites para emburrecer o povo, bla bla bla e bla, certo?

A justificativa da administração municipal é a falta de freqüentadores.

A decisão partiu da Secretaria da Cultura, que administra as unidades,
e foi aprovada pelo conselho consultivo do setor de bibliotecas
(formado por diretores de bibliotecas, escritores, representantes de
entidades de bibliotecários e da comunidade acadêmica). Segundo a
pasta, a unidades faziam poucos empréstimos e não eram usadas pelos
moradores dos bairros.

Não adianta. Pão e Circo funciona para os dois lados. A Globo desde que me entendo por gente passa o Concertos Para a Juventude na TV, faz o Projeto Aquarius e nem por isso deixamos de ter invasões quase epidêmicas de axé, lambada, funk, grupo kaoma e similares.

O LIXO é muito mais atraente do que o material de qualidade, a Leidiane, a Peladona do Funk não pensou duas vezes antes de tirar a roupa e balançar o rabo para 5000 pessoas no bailão, mas pergunte quantas vezes ela levou seus TRÊS filhos a uma biblioteca.

Miséria e ignorância não são autoperpetuantes só por pressões externas, são autoperpetuantes porque os miseráveis e ignorantes não fazem o MENOR esforço para melhorar suas condições. Pode parecer cruel, mas experimente fazer uma obra na sua casa: 99% dos pedreiros vai chegar às 9:40 e vão embora 15h, enquanto VOCÊ rala de 9 às 18. Experimente pegar um ônibus para um bairro de praia, durante a semana. Estará CHEIO de gente “desempregada” que prefere ir à praia a procurar emprego.

Prefeito Kassab, quer se tornar Herói da População? Pegue essas bibliotecas e transforme em salas de exibição, passando vídeos “Funk Proibido”, Rambo, Tropa de Elite e qualquer coisa do Chuck Norris. O populacho vai dizer que Kassab é o Prefeito do Povo.

Lido em Contraditorium.

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