Cibertecário: O que é, o que come, se pode ser criado em cativeiro…

Piadas à parte, este artigo foi motivado pela procura, no Google, ao termo cibertecário — que modestamente retornou deste humilde blog meu primeiro post, muito vago por sinal (madrugada do dia primeiro, queriam o quê?).

Resolvi então fazer a lição de casa e explicar melhor o que é um cibertecário.

Cibertecário ou ciberteconomista, resumidamente, é qualquer bibliotecário que utilize e incentive o uso de tecnologias em linha nos diversos serviços oferecidos por sua unidade de informação — compra, catalogação, tombamento, consulta, empréstimo, devolução, etc. Faz parte de um renascimento de termos para o profissional da informação, como gestor da informação, por exemplo.

O cibertecário, por definição, é alguem que gosta de tecnologia — não precisa ser, necessariamente, um geek ou nerd — e observa clinicamente como essa tecnologia pode ser utilizada para benefício do público usuário. Um cibertecário que não sabe mexer num computador não é um cibertecário, é um bibliotecário averso à computadores. E o cibertecário sabe que, depois de implantada, a tecnologia deve ser constantemente testada e substituída quando provar-se não ser mais capaz de prover suporte ao público usuário — o cibertecário não deixa como está, ele propõe e altera o modelo tecnológico implantado na unidade de informação sob seu comando.

Não há cursos ou especializações que dão ao cibertecário seu título — ele mesmo se dá esse título, e faz por merecê-lo ao desenvolver propostas de inclusão tecnológica na sua biblioteca. Promover e fomentar encontros ou fóruns sobre tecnologia aplicada à biblioteconomia é uma de suas várias atribuições enquanto representante dessa mudança de modelo de biblioteca com paredes e estantes e livros. Ensinar os usuários como utilizar as novas tecnologias também, promovendo mini-treinamentos entre eles. Desenvolver soluções, quando capacitado para tanto, utilizando linguagens de programação, documentar e incentivar o uso de bons softwares de automação bibliotecária.

Ele não precisa ser pró-software livre ou pró-software proprietário; preza pelo suporte que o software dá ao seu programa de automação, independente de seu modelo de desenvolvimento – mas quando conhece as alternativas livres e comunitárias, não costuma pensar duas vezes para adotá-las nas bibliotecas que tem mando e voz.

Enfim, o cibertecário é uma resposta natural ao processo de acúmulo de informação e a necessidade de disseminá-la. Quando os atuais sistemas de bases de informação não mais suportarem a demanda por informação, serão os cibertecários a definir seu substituto e implementá-lo. Porque é isso que fazemos, estando na vanguarda da aplicação tecnológica na Biblioteconomia.

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